terça-feira, 9 de junho de 2009

Expo Michel Gondry



Quando vi "Be Kind Rewind" pela primeira vez, dormi logo no início, estava gostando, mas o momento não era dos mais favoráveis. Me senti um bocado mal com o ocorrido afinal não sou do tipo de pessoa que dorme em filmes, adoro o Gondry, amo "Brilho Eterno...", sou fã do Jack Black e meu sonho é trabalhar numa locadora (!). Então, depois de um mês repeti a tentativa. Com muito sucesso, assisti até o fim e chorei, no duro, achei muito sensível e romântico como a vida simples deve ser.
Ontem, tive o prazer de ver a exposição do filme, "Rebobine Por Favor" no CCBB. Me encantei. Tão legal ver uma fita Sweded, assim, de pertinho. Mais legal que isso, só atuando num filme Sweded... Aha! Mas é possível!
A exposição vai até dia 9 de agosto e tem workshops onde em grupos você pode produzir trechos de filmes usando os cenários fofíssimos da exposição. É o tipo de coisa que vale a pena chamar uns amigos daquele tipo de gente que topa tudo, até ficar na fila pra pegar senha ou algo do tipo.
E nessa primeira semana (de 9 a 14 de junho), terá mostra de filmes do Michel Gondry. Irresistível hein! Eu saí da sessão do "Tokyo" achando que na verdade não seria tão ruim ser uma cadeira ao algo que o valha.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pessoas como você e eu

Porque as pessoas são tão especiais? Pela diferença talvez. E nunca se repetem, nunca estão ocupam o mesmo lugar. São tantos detalhes e filosofias. Mas serei bem simples aqui.
Eu amo as pessoas, muitas delas nem me conhecem e são super importante na minha vida. Me fazem pensar diferente, mudar de idéia, chorar e rir sem nem ter conhecimento disso.
Gosto de lembrar das pessoas, dos momentos que estive com elas, da saudade que deixaram. E são tantas!
Tentei esses dias fazer uma lista de todas as pessoas que conheçi na vida. TODAS. Ok, foi a idéia mais alucinante que já tive, um dia ainda vou terminar. E não é só isso, vou também citar na lista alguma coisa sobre ela, qualquer detalhes ou ao menos um dia que a vi. E não preciso conhece-la bem (detalhe importante) vi uma vez, troquei uma frase, já está na lista (ou ao menos tem que estar). Vou um dia terminar essa idéia, claro que ela não acaba, porque as pessoas continuam aparecendo.
E logo na sequencia dessa idéia maluca, tive uma outra, um pouco menos complexa e um tanto mais dramática.
Quando eu acabar a lista, vou escolher 100 pessoas, as mais significantes e vou escrever uma carta pra ela. Não necessáriasmente virei a entregar a carta, mas estará lá. Tenho muitas coisas a dizer às pessoas e muitas vezes não cabem na conversa, coisas estranhas, coisas bobas, coisas duras ou coisas fofas, e sempre tenho medo de não ter mais chance de dizer...
Um dia elas se vão. E eu também. As vezes quero ir depois delas, mas muitas vezes rezo para ir antes. Não suportaria viver sem algumas, e certas, não me são muito necessárias. Mas sempre são necessárias à alguém.
Meu maior pesadelo de infancia ( junto com o medo do Silvio Santos morrer)era pensar que todas a minha família, que naquele momento era mais velha do que eu, um dia não estaria mais ali, e eu seria a mais velha. Isso me dava pânico, eu queria todos eles comigo pra sempre, não parecia justo, eles eram meu mundo (e ainda são)e um dia eu seria a mais velha, sem eles por perto, só com pessoas novas e desconhecidas.
Ufa. Felizmente hoje vejo um pouquinho mais além, e sei que esses pessoas novas tambpem serão amadas, que o amor nem sempre é proporcional a ordem de chegada. Alias, o amor é proporcional a alguma coisa?? Se alguém souber, por favor me diga.
Comecei a pensar nas pessoas no meio a uns devaneios Nietzscheanos, aí me perdi e nem lembro o que Nietzsche tinha a ver com a história.
Bem, se você tá lendo isso, certamente terá uma cartinha minha pra você (não acredito que eu tenha leitores que eu não conheço, e se tenho, gostaria de conhecê-los). E quando eu te entregar a carta, você vai saber como foi importante na minha vida.
E por favor, não se vá antes que eu te entregue.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mercado Mistureba


Passaram-se 6 meses do último Mistureba no Teatro Odisséia. Em junho tem!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Saudade

Saudade do cheiro de grama cortada, de pegar ovos de codorna no viveiro e de plantar feijão em algodão.

Saudade do cheiro do shampoo Aquamarine, de assistir sessão da tarde e de esperar o leite ferver.

Saudade do cheiro do meu jardim de infância, do gosto da pasta de dente da mônica e de esperar o final de semana para assistir Silvio Santos.

Saudade do cheiro da bola de basquete, de escolher o time no par ou ímpar e dos “PF`s “dos restaurantes toscos nas viagens de campeonatos.

Saudade do desodorante Brut do meu avó, das histórias que ele me contava quando viajávamos e de ligar pra ele toda noite pra dar boa noite.

Saudade de ouvir New Kids on the Block e achar o máximo, de dar aula de trigonometria para a prima mais nova e de brigar de tapa com a mais velha.

Saudade de ser coberta ao deitar pra dormir, de ganhar beijo de boa noite na testa e de ser acordada pra ir pra escola.

Saudade de pensar em fugir com o circo, de querer ser polícia ou aeromoça.

Saudade do cheiro da lancheira, de conseguir lugar ao lado da melhor amiga no colégio e de copiar a Barsa nos trabalhos.

Saudade de receber cartas, de usar uniforme e da prova de fantasias pro bloco de carnaval.

Saudade das “primeiras vezes” dos aniversários e das despedidas.

Saudade das descobertas, de achar que 40 anos é muito velho, e que todo mundo é muito grande.


Saudade dos tempos, das coisas, das pessoas e de você.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nick Hornby




Não consigo gostar pouco das coisas. Ou eu amo ou odeio. E um dos meus amores é Nick Hornby. Fui conhecê-lo depois de velha. O primeiro contato com sua obra foi o filme Alta Fidelidade, que na época eu nem soube quem estava por trás disso. O primeiro livro que li foi Slam (eu disse que já era velha) e depois disso todo um novo universo se abriu pra mim!
Queria ler logo tudo de vez, mas tenho medo de acabar e eu cair num vazio literário angustiante. Então vou poupando seus títulos, revezando com outras coisitas. Já pensei em ler um antigo somente quando ele lançar um novo, mas me achei dura demais comigo mesma, vivo fazendo promessas e coisas do tipo, não quero ter mais uma regra.
Depois de me deliciar com Slam, Alta Fidelidade, Um grande garoto, Uma longa queda e pedaços de 31 canções e Como ser Legal (eu também guardo farelos!) decidi me entregar ao Frenesi Polissilábico, na esperança em conversar com meu ídolo, dividir experiências, ouvir suas indicações (juro que às vezes tenho vontade de ligar pra ele!). Por volta da página 50 descubro que li exatamente 2,37 % das obras que ele cita no livro e graças a Deus (e ao próprio Nick Hornby) não me sinto uma idiota. Leio como uma adolescente aprecia cada palavra que sai da boca de um namorado mais velho, encantada, mesmo quando não se entende bulhufa do que ele diz.
Estou conseguindo colher alguns livros pra minha lista desse ano, já tenho 17 e tem espaço para 24( sim, eu leio bem devagar). Contando que estamos em maio, vai sobrar muita coisa no meu criado mudo. Se algum dos 2,2 leitores desse blog se interessar.... deixa pra lá. Acho difícil alguém querer saber minha opinião sobre algum livro, depois de ter me declarado ridiculamente crua nesse quesito. Não consigo terminar mais da metade dos livros que começo, especialmente quando chegam por indicação (mas abandono sem peso na consciência) e por favor, continuem indicando!
Os últimos que abandonei foram: A Cabana, Ensaio sobre a cegueira, A Menina que roubava livros, e outra menina que fazia alguma outra coisa. Ok. Não fui feliz nas escolhas (que me perdoe Saramago, mas não era “meu momento”), todos foram indicações de pessoas que garantiam que eu iria amar.

Enfim...

Leiam Nick Hornby!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um conto sobre vésperas

Véspera de feriado. Tive uma semana estranha. Muitos pensamentos bizarros e paranóias me perseguem. Mas fora isso muitas coisas boas tem me acontecido. Boas e novas. Dessas coisas, umas são mais marcantes, e dessas coisas marcantes surgem as histórias que me divertem no trajeto do trabalho e antes de pegar no sono. Algumas têm final feliz, outras nem tanto.

Nem só peru...

O feriado era prolongado. A viagem com os amigos estava marcada desde o início do ano. De manhã bem cedo o jovem estagiário faz uma pequena lista do que ainda faltava providenciar, já que a mala estava pronta há dois dias. Na lista constava: farmácia, banco e gravar cds para viagem. Isso tudo deveria ser feito durante o trabalho, então ele precisava correr.
Na parte da manhã ele pesquisou blogs e sites de relacionamento pra checar o que a “galera bacana” andava ouvindo. Não queria se mostrar ultrapassado para os amigos. No horário do almoço, pegou um folheado com refresco na padaria e foi riscar outros itens da lista. Na saída da farmácia, o jovem que ouvia algumas músicas recém-baixadas no ipod estava focado demais nos planos do feriado pra participar do mundo exterior. Levou tylenol, neosaldina, engov, preservativos, desodorante, gilete, repelente, advil, guaraná em pó, vitamina C, piroxicam, loção pós-barba, eparema e saiu avoado. Deixou o caixa gritando para avisar que tinha troco. Um morador de rua, habitante daquela quadra, se interessou pelo troco e estendeu a mão com cara de piedade demonstrando que não se importava em ficar com aquela “diferença” que daria no caixa. O Caixa, que já estava contaminado pela alegria pré-feriado sorriu da ousadia do mendigo e dando de ombros deu-lhe os 60 centavos.
De volta ao trabalho, só faltavam 4 horas para pegar a estrada.
Felizmente não foi preciso desenvolver mecanismos de contagem regressiva, como costumava fazer nas tardes de sexta-feira. Muito trabalho lhe apareceu sob a mesa, e o tempo passou voando. Demais. Eram 17:53 quando conseguiu terminar o último relatório. O escritório já estava vazio. Muitos saíram mais cedo pra evitar o trânsito caótico desse dia. E o celular do jovem começava a receber os primeiros torpedos. “Estamos aí em 10 min”. “Ñ atrase o trânsito ta bizarro”.
Ainda faltava gravar os CDs, eram quatro coletâneas (Novidades/Feriadão/Recordar/Euforia) que pelos seus cálculos seriam suficientes para não precisar se submeter aos gostos duvidosos dos amigos durante toda a viagem. 20 minutos depois, quatro CDs queimados, computador desligado, o jovem tenta se espremer no elevador. Vai pelas escadas. O carro dos amigos já está parado a três quadras dalí e quatro novos sms foram enviados cobrando pelo atraso. Mesmo dentro do atraso, tudo é perfeitamente planejado, até a música que toca no ipod foi escolhida para o momento (uma que fazia parte do cd Euforia). A fila na catraca é imensa, o jovem não consegue segurar o sorrido enquanto cantarola a música, mas a fila não anda. Ele nem percebe. Está praticando air guitar de olhos fechados.
Quando deixa o edifício, é necessário voltar ao início a música que foi programada para o momento e já tinha acabado. O mendigo continuava ali na esquina, agora com um radinho de pilha ouvindo Nessun Dorma. Também de olhos fechados. Um táxi ultrapassa um ônibus, que pára fora do ponto para pegar uma mulher bem alinhada que fala ao celular. O taxista se vira pra xingar o motorista que continua sorrindo pra mulher enquanto ela sobe os degraus do ônibus. Depois de xingar toda a ala feminina da família do motorista, o taxista vira-se pra frente. Mas já é tarde. O jovem cai com a cabeça no meio fio. A mochila e o ipod ficam aos pés do mendigo que saí abrindo espaço em meio ao aglomerado que se forma, e passa a habitar outra quadra. Agora ele ouve “A Crippling Blow” no ipod.

...morre na véspera.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Efeito BBB a luz de vela


O casal está na cama gastando uma conversa antes de pegar no sono.

Ele: você acha que se alguém nos filmasse durante um tempo pra outras pessoas assistirem depois eles iam nos achar um casal legal?

Ela: Tipo Big Brother?

(eles não pensaram em pornografia, eu garanto)

Ele: É tipo BB , mas de casais.

Ela: Ahh acho que as pessoas iriam gostar da gente sim. Nós somos legais!

Ele: Sei lá, acho que teriam casais mais legais, barraqueiros, isso chama atenção e da ibope.

Ela: É, tem isso. Nós somos quietos demais.

Ele: Seriamos um típico casal de comédia romântica.

Ela: Tá louco? Você já assistiu alguma comédia romântica? Nós não temos nada em comum com aqueles casais. Eles são...românticos e clichês.

Ele: Ok. Mas se pensarmos em você como protagonista sem dúvida seria um drama.

Ela: Nesse caso sim. Mas acho que seria uma coisa mais cabeça, cult. Onde não se diz muita coisa mas quer dizer muito.

Ele: Não, acho que seria comédia.

Ela: Concordo, somos divertidos.

Ele:...

Ela: Dificilmente ganharíamos o prêmio se fosse escolha do público.

Ele: Depende muito da edição.