quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tricot Machine




Acordei com uma sensação muito estranha. Mas antes de acordar havia sonhado que tinha acordado, e no sonho já havia feito muitas das minhas obrigações do dia. Sempre me acontece isso. Sonho que acordei e começo meu dia. Ok, o sonho sem-graça, nada lúdico e cheio de cotidiano, tem momentos bacanas, quando termino alguma obrigação. Mas acordar desse tipo de sonho é uma desgraça. Tenho que fazer tudo aquilo que já fiz denovo. Odeio refazer as coisas. Odeio!
Tenho que confessar que tem um detalhe interessante nesse tipo de sonho. Algumas vezes tenho idéias mirabolantes e soluções práticas para as minhas futuras tarefas, aí quando acordo tudo parece mais simples.
Mas enfim, não é nada disso que eu queria falar. É sobre algo totalmente oposto.
As vezes acho que estou sonhando. É, parece ridículo. Bobo. Mas a parada é muito séria. Eu não acho não, tenho plena certeza. Isso acontece quando fico muito feliz. As vezes é mais compreensível, tipo quando ganho um prêmio (não lembro de quando isso aconteceu comigo, mas se tivesse acontecido seria um ótimo exemplo), tipo loteria, seria tão eufórico que eu acharia que estou sonhando. Mas também não foi isso que me aconteceu. Foi algo mais simples. Tinha acabado de sair do trabalho, atravessei a Av. Rio Branco e parei no ponto de ônibus. De repente, me bateu uma alegria. Uma alegria tão forte, mas tão forte que eu comecei a rir sozinha. Alguns me olharam torto. Não me importei. Eu estava tão feliz. E claro, não aceitei aquela felicidade assim, de primeira. Fui logo descofiar da alegria (pra que?). Pensei, só posso estar sonhando. Isso tudo não pode estar acontecendo. Eu não estou tão feliz. Porque? Ai, e agora? Não quero acordar, não agora. Não quero que isso tudo que vem acontecendo e me deixando feliz seja só um sonho. Não quero. Não quero e não. E voltaram a me olhar torto. Claro , a menina que estava sorrindo sozinha começa a fechar os olhos forçadamente e fazer cara de raiva. Até eu me olharia torto.
Enfim, queria contar que tenho estado muito feliz.

Mas não é sobre isso que queria falar.

É sobre o Tricot Machine, uma banda fofa e linda que eu esbarrei por aí.
Eles são lindos, adoro casais cantando.
Ouça: Pas fait en chocolat


Não sei o que quer dizer mas parece uma boa pra páscoa ;)


www.myspace.com/tricotmachine


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os Gêmeos








Ontem tive o prazer de visitar a exposição Vertigem no CCBB, que mostra um pouco do trabalho da dupla Gustavo Pandolfo e Otavio Pandolfo, mas conhecidos por Os Gêmeos. Também chamados de grafiteiros os irmãos já deixaram sua marca em muita paisagem urbana pelo mundo a fora, mas por aqui, por incrível que pareça (ok, não tem nada de incrível nisso) muitas pinturas de rua da dupla já foram apagadas por ordem de nossas queridas autoridades. Argh!
A arte dos Gêmeos é muito gostosa de ver, tanto quanto interege na paisagem quanto numa exposição (eu infelizmente só vi a segunda opção, mas pelas fotos dá pra ver que devem ser maravilhosamente surpreendentes). Mas teve um fator que me chamou demais a atenção e é a respeito disso que quero falar.



Sou louca por estampas, meu guarda-roupa( le-se minha arara) é muito parecido com um brechó, tem uma variedade de estampas e cores que chegam a me dar Vertigem, e na obra dos Gêmeos me deliciei com os trabalhos de stencil da dupla, eles brincam com as cores e formas na estampagem do vestuário de seus personagem de uma maneira muito especial e harmônica.Com uma cartela de cores vivas, nunca em suas tonalidades mais cruas, e sempre com padronagens antigas que muito me encantam. Ok, muitos podem acham brega e ridicularmente nordestina (que horror essa expressão, mas tenho certeza que existem muitas opiniões assim, especialmente quem entrar em contato só com um bonequinho daqueles em traje de festa sem saber que faz parte de toda uma obra de artistas renomados). Na minha opinião a estamparia dos Gêmeos deixa Fernando Maluhy no chinelo. Eles bem que poderiam lançar uma coleção.

A exposição Vertigem estará até o dia 17 de maio no 2º andar do CCBB.
Vale a pena!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Conversa alheia

3 horas da tarde bate aquele sono. Sono que hoje foi potencializado pela comida mineira, pelo chopp e pela tarde chuvosa.

Vou em busca do café mais próximo.

No caminho pra copa, antes da última curva ouço uma conversa interessante com personagens desconhecidos. Decido não fazer aquela curva, e me posicionar um pouco antes da virada pra ouvir o final da conversa sem entregar a minha identidade e inibir os dois homens trocando confidencias.

- Relacionamento não pode ser uma coisa divina, Deus não iria aprovar o que sinto hoje pela minha esposa.

-Claro que é divino, mas o que você sente de tão ruim que não seria aprovado por Deus?

- Eu não consigo parar de pensar em outras mulheres.

- Lembra daquele seu deslize no ano passado?

- Qual? o da moça da minha rua?

- Ela era a morena?

- Não.

- Teve outra então?

- Ahhh sim, lembro.

- Então,você não acha que o que vc sente hoje é consequencia do que vc fez no passado?

- Ahhh não sei, se eu não tivesse feito isso teria matado a minha mulher na ocasião. Nosso relacionamento tava falido já. E esse pecado seria pior. Então não sei, optei pelo pecado mais leve.Vc vê maldade nisso?

- Eu não, mas Deus vê. Em João.... (me perdi nessa citação)



Já havia me esquecido do café a essa hora, até que um senhor me olha estranho e faz cara de indignado por eu estar ali ouvindo a história alheira.

É muito melhor do que me encher de cafeína.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Invasão Felina Pt.2 - imagens

>>>>> Depois que ganhou uns quilinhos

>>>>> magrela quando chegou

Invasão felina Pt.1

Nasci e cresci cercada por cachorros.
Minha família tem uma relação de amor doentia pelos cães. Hoje temos 3 cadelas, uma boxer (Nina), uma Boder Collie (Bella) e uma filhotinha de uma raça parecida com labrador que ainda atende pelo nome de pequena.Toda essa trupe dorme na cama com a minha mãe e com meu irmão, tomam café da manhã junto com a família e assistem TV com lugar marcado no sofá (ai de mim quando sento no lugar de uma delas, elas deixam bem claro que cometi uma gafe, deitam descaradamente em cima da minha pessoa).
No último natal um acontecimento mudou todo o rumo da minha história com animais de estimação. Fui passar o natal na casa da minha mãe, onde se encontra todo aquele canil, e numa manhã eu acordo com a Nina e a Bella em cima do meu carro, arranharam ele todo e babaram muito. Na hora imaginamos que só podia ter sido um gato que esteve ali. Esteve.... aham! Depois de umas 6 horas do acontecido eu saio para levar o carro no mecânico. Puta. Porque além de ter que gastar uma grana com o conserto de uma correia ainda teria que lavá-lo e conviver com todos aqueles arranhões estampados no capô.
Depois de passear horas de carro pela cidade, revendo os parentes, dando uma checada nas novidades do comércio local (leia-se: comprando queijo, cachaça, feijão e doce de leite) enfim chego ao mecânico. João abre então o capô pra dar uma olhada no tamanho do meu prejuízo, e de cara arregala os olhos. Pronto! Pensei. Devo ter mais itens a trocar, coisas velhas falhando, sei lá. Só pensei o quanto eu não queria gastar mais nem um real com problemas mecânicos. Acho que desejei tanto isso, que acabei alcançando. João continua olhando fixamente pra dentro do motor e começa a falar comigo. Olha só Thais, esta tudo certo com seu carro, mas...o que seria esse bicho aqui? Olho pra dentro daquela coisa cinzenta, suja e quente e no canto, bem no canto avisto um animal. Miúdo, peludo e supostamente cinza.
Alí, naquele instante já estava tudo mudado na minha vida, mas como um bom e velho ser humano que não tem facilidade em aceitar as mudanças da vida. Peguei a gata cinzenta no colo, e passei em todos os pet shops da cidade em busca de alguém para adotá-la. O espírito natalino me impediu de largá-la ali mesmo, tremendo, magrela e cinza!
Depois de rodar por toda a cidade incluindo algumas visitas pra aquelas pessoas que têm fama de amar gato, parei na casa de uma amiga e implorei pra ela ficar com ela. Ela não quis, tinha acabado de adotar um gato adolescente. Passei tanto tempo nessa missão, que meu filho, que estava no banco de trás segurando a caixa com a gata, começou a demonstrar amor e curiosidade por aquele animal.
Até que ela não é tão feia, podemos ficar com a gatinha?
Falou no diminutivo algo afetuoso é tiro e queda, me ganha fácil. Naquele instante, olhando pra carinha feliz do meu filhote, vi o quanto precisávamos de um bichinho pra darmos amor, pra nos fazer companhia e pra ocupar nosso tempo, é claro. Tínhamos de sobra...
Lembram que eu não queria gastar mais nenhum centavo com o carro? Pois foi o que houve, meu carro continua fazendo milhões de barulho e a gata naquele dia teve que ficar hospedada no pet shop senão a trupe canina a comeria viva, fez também uma cirurgia de castração, tomou remédios, ganhou uma caixa de transporte, uma cama macia, uma coleira com guia!(eu já disse que sou acostumada com cachorros), ração, bolinha, enfim, o orçamento do carro foi todo pra deixar a Amelie Poulain pronta pra vir pro Rio de Janeiro. O que vai ficar pra um próximo episódio.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ansiedade Carnavalesca

Pular carnaval não é tão fácil quanto parece. Desde março do ano passado estou aguardando pelo meu primeiro ano (oficial) de carnaval no Rio.
Estou mega ansiosa e o esquema todo contribui com isso. Todo dia recebo e-mails com planilhas de blocos. Tenho uma pasta só disso em meus documentos!!!
Sempre vem uma novidade do tipo: " esse bloco ainda não foi descoberto pelos playboys vale a pena conferir" ...e isso vai aumentando minha lista e minhas complicações. Me sinto fazendo planejamento de horário pro festival do Rio.
-Preciso dormir cedo hoje porque amanhã as 7h tenho que ir pro centro.
-Será que consigo sair de Santa Teresa ao meio dia e estar na praça XV meio dia e quinze??
-Será que consigo ir do vivo gávea pro Odeon em 23 minutos?
Gente, isso acaba com minha saúde!!!
Nem começou a maratona ainda e estou super estressada. Ok! levo as coisas meio a sério e dramatizo a situação, mas poxa vida... carnaval não é mole não, muitos detalhes.

Fora o quesito alegoria.
...as fantasias.
Já fui ao Saara 4 vezes esse mês e até agora só tenho um croqui de lençol que vai virar uma toga grega e um cocar que precisa de um "puxadinho" porque só gostei das cores dos modelos infantis.
Hoje é sexta-feira, amanhã as 8h começa oficialmente o carnaval e até lá tenho algumas tarefas:
Terminar as fantasias, fazer a unha, depilação, fazer um estoque de comida e bebida pra me abastacer em casa nos intervalos, fazer a mala do Theo que vai viajar com um amigo, arrumar a casa pra receber os hóspedes que chegarão em cima da hora e pior; com suas próprias planilhas de horário pra bagunçar todo o meu esquema pré-estabelecido.
Tô exausta!

...
...

Ahhh detalhe.
Tudo isso não é o bastante. No clima tempo diz que isso tudo vai acontecer embalado por um calorzinho de 38 graus, na sombra. E muita marchinha. Claro!

Toc Toc

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vou beijar-te agora não me leve a mal hoje é Carnaval!


"Foi bom te ver outra vez
Ta fazendo um ano
Foi o carnaval que passou
Eu sou aquele Pierrot
Que te abraçou e te beijou meu amor
A mesma máscara negra que esconde seu rosto
Eu quero matar a saudade

Vou beijar-te agora

Não me leve a mal,

Hoje é carnaval"

Infelizmente não tenho muitas boas lembranças de outros carnavais.
Tá valendo ! Uso outras memórias (bem menos carnavalescas) pra me emocionar nessa hora.