segunda-feira, 30 de junho de 2008

Atendendo aos pedidos...

tirei o verdinho.

De volta feliz e com novos vícios

Descobri minha senha!
Não dá pra viver sem vícios, eu sempre soube que minha genética é forte pra isso, mas tento relutar. Parei de beber, parei de comer as mesmas coisas nos mesmo horários, parei de acompanhar seriados, parei de baixar música, e parei com outras coisinhas.
Não dá!
Já estava até "sem brilho nos olhos" segundo uma senhorinha hedonista que conheci por aí.
Resgatei meus vícios e notei como aumentou minha serotonina.
Pra não me sentir dependente, o que é bem humilhante, vou usar a palavra ritual. Então, voltei com meus antigos rituais e me sinto mais leve.

domingo, 4 de maio de 2008

Ado aado... (1)

Dentro ainda das reflexões sociológicas, não podia deixar a música de lado.

Ultimamente presenciei a programação noturna das capitais RJ, SP e BH, dentro do que me agrada musicalmente. É fantástico fazer essa ponte e ver as diferenças e peculiaridades das cidades.

No Rio onde mais estou presente e sou menos imparcial pra dar pitacos, sinto uma falta de renovação e uma produção em escala industrial das festas. Me sinto abrindo meu guarda-roupa e escolhendo uma combinação de peças (djs) que quero vestir (ouvir) na noite. Da pra escolher. Todo dia temos todas as opções rolando, é só escolher a combinação que mais vai agradar o que seu ouvido naquele dia, dar uma olhada nas listas amigas do orkut e ver onde aquele alguém que você espera encontrar vai estar (claro que o nome da pessoa estará em todas as listas, ela deve escolher em cima da hora pra onde vai) e partir pro abraço. As pistas do Rio são fantasticamente previsíveis, salvo dias de alta inspiração dos djs onde surgem coisas surpreendentes (aiii é tão bom ouvir algo inusitado) e quando temos djs convidados na área. Fora isso, normalmente presenciamos um repeteco desgastante de repertório e combinações uma herança talvez da história do desenvolvimento da cena rock na cidade. Posso estar completamente enganada, é uma mera opinião. No rio, as noitadas rocks de hoje são heranças da cena rock n roll/indie dos anos 90 ( trato de um passado recente, afinal desenvolvi minha teoria a partir de "causos" que ouço, eu não frequentava a cidade na época), assim sendo, o pessoal traz uma bagagem desse momento, com um profundo conhecimento musical e pouca ousadia e senso de humor. Outra curiosidade é a pequena intersecção de público entre o rock e o eletrônico......
Preciso pensar mais sobre isso....
Aliás, cansei.

...e nem cheguei no quadrado...


to be continued...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

realidade e relatividade

Sabe aquela sensação gostosa de descobrir alguma coisa em comum durante um bate-papo com um desconhecido(ou pouco conhecido)? Eita trem bom... e eu me sinto cada dia mais distante dessa situação.

Ando pensando que a palavra realidade é péssima, o mundo é tão irreal, virtual, surreal , neo-surreal (tão fácil fazer novas nomenclaturas) e falso, que essa palavra deveria ser trocada por relatividade..

Uma coisa que amo na minha existência é a diferença entre os ambientes que frequento, as pessoas que convivo, meus hábitos, amores e até as músicas que escuto (nem sempre por minha escolha) e isso me faz refletir muito sobre as simples diferenças entre os homens, veja bem, nada muito complexo como desigualdade social e afins, me refiro só as coisas bobas, bem bobas! E no fim das contas sempre termino minhas conversas ou pensamentos com o chichê: 'tudo depende da maneira que você vê (ou pensa) as coisas".

Logo esses pensamentos vão me deixar, devo me acostumar com isso tudo, embora eu espere o contrário. Odeio me acostumar com as coisas. Tudo que se acostuma perde um pouco a graça. Mas enfim, acho que estou nessa "onda" , porque resolvi começar esse blog durante uma viagem à trabalho à Belo Horizonte, estou participando de um evento de moda local. E o contato com pessoas tão distintas, com RElAtiviDADES tão diferentes, e em volta de um tema que me parecia familiar até então, está me despertando muita curiosidade.

Além desses dias longe de casa, o que mais me influencia, é minha mudança provisória (que Deus me ouça!) para Jacutinga, onde tenho desenvolvido muitos pensamentos "sociológicos" e percebo que isso tem me feio mal em um único aspecto. Eu sempre fui de poucas palavras, especialmente a meu respeito, agora piorou horrores, passo dias sem nenhuma conversa. Me tornei aparentemente mais "grossa" (juro que sou fofa, é pura timidez), porque tenho muita dificuldade de em dar continuidade aos bate-papos.

...


Como você sairia da seguinte situação?

Durante um translado, após o dia de trabalho, -de carona- com uma recém conhecida, muito fofa, com quem estou dividindo o quarto de hotel. Ela diz:
- Thais, você já ouviu o dvd do Bruno e Marrone com participação especial do Padre Marcelo?
- Não, não vi, é legal? :S
- É bárbaro! Abre o porta-luvas, dentro do porta cds.....
E não é que estava lá! E ela tinha dvd player no carro, e o trajeto tinha 30 km....

quarta-feira, 30 de abril de 2008

condominio fechado na lagoa dos ingleses

Odeio anúncios de vendas de lotes em condominios fechados. Famílias perfeitas passeando em volta de uma lagoa numa tarde de sábado, piqueniques às sombras das grandes árvores (plantadas já grandes), crianças sorridentes nos balanços dos parques, e os pais também sorrindo, fingindo que empurrar os guris nem dói as costas.... eu tenho uma família feliz, sorrio enquanto balanço meu filho mas não moro em condominio fechado e nem suporto essa imagem de felicidade dentro dos moldes perfeitos.
O que mais me incomoda no mundo são os moldes e padrões, eles me perturbam porque me afligem. Sou livre de muitos, mas outros tantos ainda me perseguem. Todos que me perseguem envolvem outro ser, tudo aquilo que envolve uma segunda pessoa, no singular ou no plural, me deixa bem tensa. Relacionamento e técnicas de aproximação são os carros-chefes dos meus pesadelos.
Mas quem sabe, tudo isso é um bom sinal, sinal de que estou viva e tenho vontades. E como diz meu mestre Schopenhauer, a vontade move a vida, e enquanto ela existir estaremos livre do tédio.
Mas nada disso importa, é só uma introdução ao nada. Um vago pensamento que começa a virar palavras, mas que ainda não diz nada. Onde quero chegar tá bem longe desses condominios, não muito longe dos balanços dos parques, e por enquanto, só dentro da minha cabeça e nuns rascunhos em caderninhos.
Hercules and the love affair é perfeito pra pensar nisso tudo; nisso tudo que eu nem disse o que é. Diria, sem pensar muito, que são reflexões sobre a visão e a postura provinciana da sociedade ... mas não sei bem, não organizei meus pensamentos em palavras, embora eu pense a partir delas (!).
Fica aqui registrado o começo de um pensamento de BoBos como eu ou como você, não importa, de burguês e boêmio "todo mundo" tem um pouco.
Because I feel blind, because I feeeeel blind...