segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Olá meu bem,

Infelizmente ou não, ainda não nos conhecemos. Pelo menos tenho uns 90% de certeza disso. Mas isso não me impede de pensar em você. Hoje pensei mais que o normal, por isso decidi te escrever. Acho muito engraçado a quantidade de vezes que me pego pensando em alguém que ainda não conheço. Isso porque nem sempre consigo “me pegar” nessa condição, passa despercebido. É curioso, eu sei. Mas é divertido, vou te explicar. Sem ter te visto, tenho uma idéia, um pouco nebulosa de como você é fisicamente. Você é muito bonito (embora muitos pensam o contrário), e o que eu mais gosto de tudo, é a forma como você sorri com os olhos. Outros detalhes são menos importantes, muito menos importantes do que o seu sorriso. Fico imaginando como será o dia que nos conhecermos. Não gosto de pensar sobre isso, odeio na verdade, fico super ansiosa. Mas é difícil evitar. Será que vamos nos reconhecer? Acho que sim. Afinal, eu pelo menos, não sou dessas que arriscariam não ir falar com você caso tivesse alguma suspeita de que você é você. Isso é bom por várias razões, a principal é não correr o risco de você passar despercebido e a segunda, é que algumas dessas vezes, que eu arrisquei pra saber se era você, e não era, acabei conhecendo pessoas legais. Engraçado. Deve ser porque pessoas que tenha um pouco de você, a ponto de me confundir, já são especiais. Nossa, tenho tanta coisa pra te falar quando nos encontrarmos. Mas prometo ir devagar. Vou me segurar muito pra não te cansar logo de cara. Acho que sei fazer isso muito bem. Ahh! Você não sabe! Tenho mania de fazer caixas para pessoas. Pensei em fazer uma pra você. Claro que não vai ter seu nome etiquetado e tal. Afinal, isso é uma coisa que não posso saber, o seu nome. Imagina em tempos de redes sociais! Eu não iria resistir em te procurar por aí. Mas então, voltando a caixa, acho que vou fazer uma caixa postal pra você, virtual mesmo, já que você também ainda não é tãoo real. Vou te mandar umas coisas, coisas que me lembram você. Depois, um dia te dou a senha. Assim pelo menos, não perco essas coisas. Nossa, vai ser ótimo, tenho várias músicas que queria ouvir com você um dia, coisas que quero fazer e lugares para visitar. Prepare-se, quando abrir a caixa vai ter só listas e listas. Além de caixas, eu amo listas. Ahh! E gosto também de promessas. Mas isso não tem nada a ver contigo. Por enquanto. Outro dia estava pensando sobre seus defeitos. Claro que você tem. Fique tranqüilo. Não espero e nem acredito em perfeição. Defeitos prováveis (era o nome da lista): 1) mal gosto musical. 2) mal gosto pra se vestir. 3) vício em vídeo-game. 4) vício em futebol. 5) preguiça. 6) não gostar de provar coisas novas – vamos dar o exemplo.. comida. Bom, de todas as opções a número 1 é a pior pra mim. Sei que você pode dizer que gosto não se discute ou é muito relativo, enfim, mas não é bem assim. Mau gosto é realmente melhor não se discutir, por isso eu acho esse o pior defeito. Para o número 2 sempre temos esperança que possa mudar, embora, depois de uma certa idade, isso fica cada dia mais complicado. Para os números 3, 4 e 5 eu já estou preparada. Pratiquei muito e continuo me dedicando com muita determinação, para me preparar e saber lidar com eles. Sobre o 6, que dei o exemplo de comida, seria tipo ter o paladar infantil sabe? Que só come a mesma coisa sempre, e, além de satisfeito, ignora todos os outros alimentos que existem. Acho isso um desperdício enorme, e me irrita muito. Chega de defeitos, eu tenho centenas. Sabe quando mais lembro de você? Quando estou feliz. Você está ligado a tudo de bom da minha vida. Quando vou a algum legal, quando ouço uma música boa. Quando viajo. Quando a lua está linda. Quando devoro um livro ou vejo um filme cinco vezes. Quando acordo de bom humor. Quando compro flores. Quando apanho frutas no pé. Quando é natal, e quando está muito frio. Por mais que eu não evite, sempre volto a pensar no dia que nos encontrarmos. Nos seus olhos sorrindo. Eu acho que vou perder a respiração, sentir nó na garganta e o rosto queimar. Talvez eu chore, eu choro muito de felicidade. Bom meu amor, vou dormir. Provavelmente pensando em você. Um beijo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Por uma vida menos... (palavra em estudo) Episódio 1

Eu gostaria de começar com Tudo Começou... mas na verdade não foi tudo que começou no começo, então vou dar início de um outro jeito qualquer.
Não lembro desde quando o funcionamento do mundo me incomoda tanto. Quando criança eu sentia muita pena e saudade das coisas. Eu fazia amizade com pedras, formigas,coelhos, patos, trevos (meus preferidos) e vivia pensando em como era a vida desses meus amigos. O que eles sentiam, do que eles precisavam. Claro que essas amizades não duravam muito tempo. Eram passageiras. Mas eu sempre sentia que eram partes de uma coisa maior. O incomodo vinha quase sempre das atitudes humanas. Não somente dos mais próximos a mim, mas das notícias da vida fora da minha bolha em Jacutinga.
Por volta dos 10 anos, eu desenvolvi uma paixão muito forte pelos Estados Unidos. Nada estava ligado ao Mickey, e sim aos sentimentos dos personagens que eu conhecia nos filmes. A inocencia é uma benção (versão infantil e gentil para: A ignorancia é uma benção). Eu acreditava que os EUA eram um país engajado na luta por um mundo melhor. Ok, de certa forma eles são. Se o mundo fosse só eles.
Depois que descobri que a coisa não era nada assim acho que fiquei envergonhada, e logo mais entrei na adolescencia, sobrou só o incomodo resultando quase sempre numa vontade imensa de fazer merda.
Muito mais tarde (nem tanto assim), eu virei mãe. E fiquei mais forte pra buscar a causa desse incomodo, porque eu não queria o mesmo para o meu filho. Não sei ao certo se eu encontrei ou se tive ajuda de outras forças. Caí nas redes macias da pedagogia Waldorf. Dentro dessa rede, tudo passou a fazer sentido pra mim. As idéias, os valores, as atitudes, as comidas, as amizades. Tudo. Eu até usaria as roupinhas semi-hippies se fosse necessário para ser aceito no grupo. Mas por sorte não foi.
Esse episódio número 1, poderia ser o zero. Porque vou parar por aqui.

sábado, 31 de julho de 2010

Barcelona - Fotos




Berlin - Fotos









Paris - Fotos



Porque eu não consigo colocar tudo junto.

Paris - Fotos

Paris



Quando cheguei em Paris fiquei meio decepcionada porque tinha certa expectativa inconsciente de encontrar a cidade no em algum lugar do século passado. Imaginava ouvir Edit Piaf e ver pintores de aquarelas as margens do Sena. Não foi bem assim.
Como tinha 3 dias apenas na cidade mal deixei as malas no hostel e sai batendo perna, era estranho porque a Edit Piaf que eu pretendia ouvir a cada esquina era sibstituida pela Musica Under the Sea, da Pequena Sereia. Comecei a achar que era algum dia especial da Sereia, sei lá. Até que vi duas garotas (em momentos separados) usando um brinco de peixe palhaço, pra nao dizer que era do nemo. Pronto, só podia ser dia do ser marinho. Mas acho que não era. Eu é que me apego a detalhes em busca de mistérios a ser desvendados.
Paris é tão bonita que chega a ser enjoativa. Sei que é ridículo falar isso, mas ver tantas coisas bonitas faz com que o feio passe a ser o especial, entende? A cada final de rua que eu olhava via uma mega construção deslumbrante. Na décima vez que isso aconteceu, eu comecei a pensar. Ok.
Brincadeira, mas quase verdade. Exagero então.
Senti a polícia meio tensa na cidade. Toda hora via uma viatura barulhenta, muitas motos, muitos apitos e gritos. Comecei a esperar por uma tragédia, sorte que naqueles dias eu ainda não sabia que os Ets tinham nos visitado novamente. Ufa!
Acabei me dando bem com o idioma, usei uma tática bem diferente que usava na Alemanha. Na Alemanha eu queria aprender, então sempre chegava falando alemão, discretamente, devagar e esperando fluir uma conversa amigável e num ritmo plausivel pro meu entendimento. Na quarta troca de frase eu já tinha que soltar algo do tipo: Desculpe eu estava te enganando, podemos falar inglês?
Já eu Paris eu pratiquei a humildade. Falava todos os por favores, obrigados, com licenças e pronomes de tratamento, e logo depois de me desculpar pela minha ignorancia em nao saber falar frances (tudo isso entao entao em frances), pedia pra conversar em Ingles. Nossa, como fez diferença. Era tratada como uma rainha comparando com o resultado do método praticado na Alemanha. Tem coisas que só a experiencia ensina...
Não estou muito afim de falar da cidade em si. Passei metade de um dia perdida no Louvre ( mega arrependida de ter entrado) e outra grande parte explorando o comércio bacana da Rua Saint-Honoré. E comi todo o doce que meu corpo suportou em 72 horas. Cheguei em Londres meio... cheinha.
Ahhh e uma informação inútil interessante. Chegando na cidade peguei um guia de compras em Paris, e pra situar o leitor/consumidor eles pedem pra voce fazer um teste no início pra saber quais as lojas ideais pra voce. O meu teste deu BOBOS! Aha! sabia que um dia o nome desse blog ia ter uma razão de ser. Quer dizer que entre Classica, Fashionista e outras coisas estou mais perto de ser Burguesa e Bohemia, pena que as lojas indicadas pro meu perfil eram caríssimas.