Desde que me conheço por gente fico inventando histórias pra pegar no sono.
Começou na infância, quando eu tinha medo de dormir sozinha e tentava me distrair com contos imaginários que tinham elementos bem reais.
Depois de muito tempo continuo com o mesmo hábito, porém os temas são mais adultos, eles vão mudando conforme a fase da minha vida.
As histórias são como novelas, têm continuidade, e os personagens quase sempre são reais. Salvo em situações que não há ninguém interessante em cartaz na minha vida, daí tenho que apelar para celebridades, e confesso que fica bem chato.
Os enredos são super elaborados. Tem começo , meio e fim. E nunca caio em erros de continuidade. Sou super perfeccionista com o figurino, trilha sonora e casting.
Em dias de último episódio sempre choro. Os finais são muito triste, eu sempre sou protagonista, claro! esqueci do detalhe, nesse momento tudo gira em torno de mim. rs
Tiveram episódios únicos, trilogias e até séries!
Esse hábito de pensar histórias sempre me foi tão comum que as vezes confundo o que realmente aconteceu e o que eu inventei. Tenho certas lembranças que eu jurava serem reais, mas que não passaram de contos inventados. E eu fui descobrir com o tempo... com a união de fatos que não faziam sentido. Isso hoje me preocupa um pouco. Já que sento raiva de pessoas que só me fizeram mal nas minha histórias e também já me envolvi com outras que eu só conheci naqueles íntimos momentos antes de pegar no sono.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
a uninamidade do sexo
Hoje na rua escutei uma única frase de uma conversa alheia que me deixou o dia todo pensando.
"sexo é unânime"
Ok!
Nunca tinha visto o sexo desse ângulo . rs
A gente pode dizer, fulano bebe, fulano fuma, fulano não gosta de sair, fulano não vai a praia. Mas nunca escutei: fulano não faz sexo! será uma unanimidade?
Eu já tentei inúmeras vezes defender a teoria da assexualidade em mesas de bar, não que esse seja meu caso, apenas me instiga. rs
Será possível?
continuo curiosa...
"sexo é unânime"
Ok!
Nunca tinha visto o sexo desse ângulo . rs
A gente pode dizer, fulano bebe, fulano fuma, fulano não gosta de sair, fulano não vai a praia. Mas nunca escutei: fulano não faz sexo! será uma unanimidade?
Eu já tentei inúmeras vezes defender a teoria da assexualidade em mesas de bar, não que esse seja meu caso, apenas me instiga. rs
Será possível?
continuo curiosa...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
De volta feliz e com novos vícios
Descobri minha senha!
Não dá pra viver sem vícios, eu sempre soube que minha genética é forte pra isso, mas tento relutar. Parei de beber, parei de comer as mesmas coisas nos mesmo horários, parei de acompanhar seriados, parei de baixar música, e parei com outras coisinhas.
Não dá!
Já estava até "sem brilho nos olhos" segundo uma senhorinha hedonista que conheci por aí.
Resgatei meus vícios e notei como aumentou minha serotonina.
Pra não me sentir dependente, o que é bem humilhante, vou usar a palavra ritual. Então, voltei com meus antigos rituais e me sinto mais leve.
Não dá pra viver sem vícios, eu sempre soube que minha genética é forte pra isso, mas tento relutar. Parei de beber, parei de comer as mesmas coisas nos mesmo horários, parei de acompanhar seriados, parei de baixar música, e parei com outras coisinhas.
Não dá!
Já estava até "sem brilho nos olhos" segundo uma senhorinha hedonista que conheci por aí.
Resgatei meus vícios e notei como aumentou minha serotonina.
Pra não me sentir dependente, o que é bem humilhante, vou usar a palavra ritual. Então, voltei com meus antigos rituais e me sinto mais leve.
domingo, 4 de maio de 2008
Ado aado... (1)
Dentro ainda das reflexões sociológicas, não podia deixar a música de lado.
Ultimamente presenciei a programação noturna das capitais RJ, SP e BH, dentro do que me agrada musicalmente. É fantástico fazer essa ponte e ver as diferenças e peculiaridades das cidades.
No Rio onde mais estou presente e sou menos imparcial pra dar pitacos, sinto uma falta de renovação e uma produção em escala industrial das festas. Me sinto abrindo meu guarda-roupa e escolhendo uma combinação de peças (djs) que quero vestir (ouvir) na noite. Da pra escolher. Todo dia temos todas as opções rolando, é só escolher a combinação que mais vai agradar o que seu ouvido naquele dia, dar uma olhada nas listas amigas do orkut e ver onde aquele alguém que você espera encontrar vai estar (claro que o nome da pessoa estará em todas as listas, ela deve escolher em cima da hora pra onde vai) e partir pro abraço. As pistas do Rio são fantasticamente previsíveis, salvo dias de alta inspiração dos djs onde surgem coisas surpreendentes (aiii é tão bom ouvir algo inusitado) e quando temos djs convidados na área. Fora isso, normalmente presenciamos um repeteco desgastante de repertório e combinações uma herança talvez da história do desenvolvimento da cena rock na cidade. Posso estar completamente enganada, é uma mera opinião. No rio, as noitadas rocks de hoje são heranças da cena rock n roll/indie dos anos 90 ( trato de um passado recente, afinal desenvolvi minha teoria a partir de "causos" que ouço, eu não frequentava a cidade na época), assim sendo, o pessoal traz uma bagagem desse momento, com um profundo conhecimento musical e pouca ousadia e senso de humor. Outra curiosidade é a pequena intersecção de público entre o rock e o eletrônico......
Preciso pensar mais sobre isso....
Aliás, cansei.
...e nem cheguei no quadrado...
to be continued...
Ultimamente presenciei a programação noturna das capitais RJ, SP e BH, dentro do que me agrada musicalmente. É fantástico fazer essa ponte e ver as diferenças e peculiaridades das cidades.
No Rio onde mais estou presente e sou menos imparcial pra dar pitacos, sinto uma falta de renovação e uma produção em escala industrial das festas. Me sinto abrindo meu guarda-roupa e escolhendo uma combinação de peças (djs) que quero vestir (ouvir) na noite. Da pra escolher. Todo dia temos todas as opções rolando, é só escolher a combinação que mais vai agradar o que seu ouvido naquele dia, dar uma olhada nas listas amigas do orkut e ver onde aquele alguém que você espera encontrar vai estar (claro que o nome da pessoa estará em todas as listas, ela deve escolher em cima da hora pra onde vai) e partir pro abraço. As pistas do Rio são fantasticamente previsíveis, salvo dias de alta inspiração dos djs onde surgem coisas surpreendentes (aiii é tão bom ouvir algo inusitado) e quando temos djs convidados na área. Fora isso, normalmente presenciamos um repeteco desgastante de repertório e combinações uma herança talvez da história do desenvolvimento da cena rock na cidade. Posso estar completamente enganada, é uma mera opinião. No rio, as noitadas rocks de hoje são heranças da cena rock n roll/indie dos anos 90 ( trato de um passado recente, afinal desenvolvi minha teoria a partir de "causos" que ouço, eu não frequentava a cidade na época), assim sendo, o pessoal traz uma bagagem desse momento, com um profundo conhecimento musical e pouca ousadia e senso de humor. Outra curiosidade é a pequena intersecção de público entre o rock e o eletrônico......
Preciso pensar mais sobre isso....
Aliás, cansei.
...e nem cheguei no quadrado...
to be continued...
sexta-feira, 2 de maio de 2008
realidade e relatividade
Sabe aquela sensação gostosa de descobrir alguma coisa em comum durante um bate-papo com um desconhecido(ou pouco conhecido)? Eita trem bom... e eu me sinto cada dia mais distante dessa situação.
Ando pensando que a palavra realidade é péssima, o mundo é tão irreal, virtual, surreal , neo-surreal (tão fácil fazer novas nomenclaturas) e falso, que essa palavra deveria ser trocada por relatividade..
Uma coisa que amo na minha existência é a diferença entre os ambientes que frequento, as pessoas que convivo, meus hábitos, amores e até as músicas que escuto (nem sempre por minha escolha) e isso me faz refletir muito sobre as simples diferenças entre os homens, veja bem, nada muito complexo como desigualdade social e afins, me refiro só as coisas bobas, bem bobas! E no fim das contas sempre termino minhas conversas ou pensamentos com o chichê: 'tudo depende da maneira que você vê (ou pensa) as coisas".
Logo esses pensamentos vão me deixar, devo me acostumar com isso tudo, embora eu espere o contrário. Odeio me acostumar com as coisas. Tudo que se acostuma perde um pouco a graça. Mas enfim, acho que estou nessa "onda" , porque resolvi começar esse blog durante uma viagem à trabalho à Belo Horizonte, estou participando de um evento de moda local. E o contato com pessoas tão distintas, com RElAtiviDADES tão diferentes, e em volta de um tema que me parecia familiar até então, está me despertando muita curiosidade.
Além desses dias longe de casa, o que mais me influencia, é minha mudança provisória (que Deus me ouça!) para Jacutinga, onde tenho desenvolvido muitos pensamentos "sociológicos" e percebo que isso tem me feio mal em um único aspecto. Eu sempre fui de poucas palavras, especialmente a meu respeito, agora piorou horrores, passo dias sem nenhuma conversa. Me tornei aparentemente mais "grossa" (juro que sou fofa, é pura timidez), porque tenho muita dificuldade de em dar continuidade aos bate-papos.
...
Como você sairia da seguinte situação?
Durante um translado, após o dia de trabalho, -de carona- com uma recém conhecida, muito fofa, com quem estou dividindo o quarto de hotel. Ela diz:
- Thais, você já ouviu o dvd do Bruno e Marrone com participação especial do Padre Marcelo?
- Não, não vi, é legal? :S
- É bárbaro! Abre o porta-luvas, dentro do porta cds.....
E não é que estava lá! E ela tinha dvd player no carro, e o trajeto tinha 30 km....
Ando pensando que a palavra realidade é péssima, o mundo é tão irreal, virtual, surreal , neo-surreal (tão fácil fazer novas nomenclaturas) e falso, que essa palavra deveria ser trocada por relatividade..
Uma coisa que amo na minha existência é a diferença entre os ambientes que frequento, as pessoas que convivo, meus hábitos, amores e até as músicas que escuto (nem sempre por minha escolha) e isso me faz refletir muito sobre as simples diferenças entre os homens, veja bem, nada muito complexo como desigualdade social e afins, me refiro só as coisas bobas, bem bobas! E no fim das contas sempre termino minhas conversas ou pensamentos com o chichê: 'tudo depende da maneira que você vê (ou pensa) as coisas".
Logo esses pensamentos vão me deixar, devo me acostumar com isso tudo, embora eu espere o contrário. Odeio me acostumar com as coisas. Tudo que se acostuma perde um pouco a graça. Mas enfim, acho que estou nessa "onda" , porque resolvi começar esse blog durante uma viagem à trabalho à Belo Horizonte, estou participando de um evento de moda local. E o contato com pessoas tão distintas, com RElAtiviDADES tão diferentes, e em volta de um tema que me parecia familiar até então, está me despertando muita curiosidade.
Além desses dias longe de casa, o que mais me influencia, é minha mudança provisória (que Deus me ouça!) para Jacutinga, onde tenho desenvolvido muitos pensamentos "sociológicos" e percebo que isso tem me feio mal em um único aspecto. Eu sempre fui de poucas palavras, especialmente a meu respeito, agora piorou horrores, passo dias sem nenhuma conversa. Me tornei aparentemente mais "grossa" (juro que sou fofa, é pura timidez), porque tenho muita dificuldade de em dar continuidade aos bate-papos.
...
Como você sairia da seguinte situação?
Durante um translado, após o dia de trabalho, -de carona- com uma recém conhecida, muito fofa, com quem estou dividindo o quarto de hotel. Ela diz:
- Thais, você já ouviu o dvd do Bruno e Marrone com participação especial do Padre Marcelo?
- Não, não vi, é legal? :S
- É bárbaro! Abre o porta-luvas, dentro do porta cds.....
E não é que estava lá! E ela tinha dvd player no carro, e o trajeto tinha 30 km....
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